Ex-deputado e cunhado presos pela PF são levados para presídio de trânsito

O ex-deputado federal Edson Giroto e o cunhado dele, Flavio Scrocchio, foram transferidos na tarde de hoje para o Presídio de Trânsito, no...


O ex-deputado federal Edson Giroto e o cunhado dele, Flavio Scrocchio, foram transferidos na tarde de hoje para o Presídio de Trânsito, no Noroeste, em Campo Grande. Os dois voltaram a ser presos pela Polícia Federal hoje em desdobramento da Operação Lama Asfáltica.
Nesta nova fase, deflagrada hoje, a investigação apura a venda de bens, como aviões, para dificultar a ação da polícia e do Ministério Público Federal. A PF indicou que o dinheiro obtido nessas transações estavam sendo distribuídas entre diversas pessoas para dificultar o rastreamento da origem dos recursos.
Durante a chegada de Giroto e Scrocchio no local, pouco antes das 16h, mulheres de presos estavam na frente da unidade, que fica ao lado da Penitenciária da Máxima, e aplaudiram os policiais federais.
Os mandados de prisão foram expedidos pela 3ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande contra Giroto, Scrocchio e João Alberto Krampe Amorim do Santos. Este último está foragido e a defesa dele informou à Superintendência da PF na Capital que o empreiteiro irá se apresentar até amanhã (8).
Amorim e Edson Giroto ficaram detidos no Presídio de Trânsito por 42 dias por conta da fase anterior da Lama Asfáltica. Eles foram soltos por meio de habeas corpus julgado no Supremo Tribunal Federal em 22 de junho.
AVIÕES DE LAMA
De acordo com a Polícia Federal, a operação "Aviões de Lama - terceira fase da Lama Asfáltica" decorre da análise da documentação apreendida na segunda fase, denominada ''Fazendas de Lama'', em julho do ano passado.
Trata-se da alienação de aeronave no valor de R$ 2 milhões. A investigação revela que o grupo optou por se desfazer do patrimônio para fazer a divisão do produto da venda em valores menores.
No caso, mediante a entrega de outra aeronave de R$ 350 mil, além de quatro cheques que foram destinados a quatro pessoas, operando assim, o fracionamento do patrimônio com o objetivo de dificultar o rastreamento do dinheiro obtido com a venda do avião.

A organização criminosa especializada em desviar recursos públicos, inclusive federais, atua no ramo de pavimentação de rodovias, construções, prestação de serviços nas áreas de informática e gráficas. Os contratos sob investigação envolvem mais de R$ 2 bilhões.
O motivo do nome da operação é em razão do modo de se desfazer da aeronave, já que o grupo utilizou de recursos públicos desviados de contratos de obras publicas, fraudes em licitações, recebimento de propinas e crimes de lavagem de dinheiro.
Os presos serão encaminhados para a Superintendência da PF em Campo Grande e as aeronaves apreendidas irão permanecer nas cidades onde forem localizadas. Mais informações sobre o desdobramento da operação devem ser divulgadas no fim da manhã.

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