Mulheres tomam querosene contra chikungunya na Paraíba

Até o momento, não há informações de efeitos colaterais nas pessoas que ingeriram o produto Uma onda de boatos no interior da Paraíba levo...

Até o momento, não há informações de efeitos colaterais nas pessoas que ingeriram o produto
Especialistas acreditam que a chikungunya é a mais debilitante que a dengue e a zika. Foto: AFP Photo (Especialistas acreditam que a chikungunya é a mais debilitante que a dengue e a zika. Foto: AFP Photo)
Uma onda de boatos no interior da Paraíba levou duas mulheres do município de Serra Branca, na região do Cariri, a tomar querosene para reduzir os sintomas da chikungunya. De acordo com informações da TV Paraíba, a cidade tem registrado vários casos da doença, lotando o hospital local. Até o momento, não há informações de efeitos colaterais nas pessoas que ingeriram o produto. Com apenas 13 mil habitantes, a cidade registrou somente em fevereiro 450 casos de doenças transmitidas pelo Aedes.

Uma das que tomaram o solvente foi a secretária de Educação da cidade, Maria José Bezerra. Em entrevista à TV Paraíba, ela afirmou ter se desesperado com as dores e colocou algumas gotas de querosene no suco de limão. "O desespero foi que fez que eu acompanhasse os depoimentos que tinha ouvido. No dia seguinte após tomar, amanheci , por coincidência ou não, com as articulações todas em movimento e as dores eu não sentia mais", contou.
Não se sabe como os boatos em relação ao querosene começaram, mas na semana passada três pessoas foram internadas com sintomas de intoxicação após ingerirem gotas de querosene. A substância, usada como combustível e em materiais de limpeza, é altamente tóxica e corrosiva, totalmente contraindicada para o consumo humano, ainda que em doses mínimas. 
 
Os boatos na Paraíba mostram o desespero dos pacientes acometidos pela chikungunya, que pode se estender para uma doença crônica e durar vários meses. Membro do Comitê Técnico de Arboviroses do Ministério da Saúde (MS) e professor de Clínica Médica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o médico Carlos Brito afirma que a chikungya é a mais debilitante das três arboviroses epidêmicas. "Acho que é a mais grave. Isso vai ser demonstrado. As  queixas de dores crônicas. Tem a fase aguda e a fase crônica, em que metade dos pacientes se queixam por meses de dor incapacitante. As pessoas não conseguem realizar suas atividades e o número de pessoas atingidas é muito maior", alerta.

Tratamento da chikungunya tem novo protocolo
Para oferecer um tratamento mais eficiente aos pacientes, os médicos estão sendo treinados em um novo protocolo elaborado pelo Ministério da Saúde. A medida foi tomada após relatos de automedicação e mesmo de prescrição médica de drogas como antiinflamatórios ou corticóides durante a fase aguda da doença e que seria um risco para a saúde. Nas emergências, pacientes vêm recebendo injeções de dexametasona (um corticóide) para aliviar mais rapidamente os sintomas de inchaço de que se queixam, inadvertidos do perigo que a droga representa, quando administrada entre os 10º e 14º dias da doença, quando geralmente acontece a fase aguda.

"A medicação com antiinflamatórios e corticóides nesta fase pode levar a complicações porque aumenta o risco de sangramento, complicando para casos de hemorragia e, principalmente nos idosos, podendo levar a um dano renal. Em outros países, como a Colômbia, já se faz essa associação. Aqui os médicos prescrevem por desconhecimento. É natural, é uma doença nova e também as pessoas se automedicam porque sentem muita dor nas articulações", explica Brito, enfatizando a importância do protocolo. Na fase aguda, segundo o especialista, são indicados apenas os analgésicos que podem ser tylenol, dipirinona, paracetamol. "As dores também regridem com o bloqueio de analgésicos e a inflamação tende a regredir", garante.
fonteDP

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